My incentive is the romance…
Tu se lembra, daquela maravilhosa música, que sempre te acelera? Aquela mesma, que você acha pretensiosamente, que foi feita somente para você? Pois então, eu a vejo como um dos bons romances, que eu já pude viver (e eu espero sinceramente, que você já tenha experimentado do mesmo). Fazer uma boa canção, provavelmente é bem complexo, mas como quase tudo no mundo tem uma linha tênue (a meu ver, claro), ela consiste em etapas bem simples; Verso/refrão/2 verso/refrão/ponte/final. Esta é basicamente a fórmula, de todas as boas canções. E eu vejo o romance nessa mesma engine;
1º Verso: Você conhece a pessoa/canção, soando ainda estranhamente em você, mas você se identifica (não chega a eleger como a pessoa/canção de sua vida, mas com o decorrer do chronos, começa a se tornar íntimo para você), isso é nada mais, que aquela deliciosa troca de olhares. Ou tesão mesmo… Tanto faz o nome que você quer colocar.
Refrão: Mesmo sem conhecer essa pessoa/canção bem, ela age de forma tão intensa em você, tão mágica… Que se existisse uma forma de descrever essa parte, eu não o faria. Seria no mínimo com descrever uma íris (é sensacional olhar para uma íris, mas eu nunca vi ninguém descrever a magnitude da mesma).
2º Verso: Toda grande emissão de luz, obviamente, irá gerar um fade. Isso não é nada demais. É novamente conhecer e se adaptar, mas dessa vez, é um dos grandes gains que é possível absorver de um relacionamento; Conhecer você dentro de outra pessoa (é quase como assistir um filme com comentários do diretor… Chato, mas necessário ás vezes, para compreender partes cruciais).
2º Refrão: Quase a mesma coisa do primeiro refrão… O que era ótimo se torna bom… Mas o bom, fatalmente não é o bastante.
Ponte: Aquele simples preto e branco se transforma em uma complicada escala de cinza. É enxergar falhas em ambas as partes (mas fato é, que somos grandes hipócritas, e vemos só o que nos convém). Não me culpo por já ter feito isso, e nem culparia ninguém. Tem horas que é dente por dente, e olho por olho (fato).
Final: Uma grande parte se acaba com um estrondo no final… E outra grande parte, se esvaece como pequeno trago de cigarro. 50/50
Eu espero que um dia, eu possa viver um greatest hits. Viver grandes singles com uma única pessoa… Fazer com que as faixas/etapas toquem em minha vida, no mínimo em 85db. É prejudicial? Sim. Mas quem nunca ouviu “aquela” música no talo?
Jackson Takeda
Jackson é designer, body piercing e músico. A arte aí de cima é dele. Linda, não?








